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Peugeot 2008 2020 deixa o melhor para depois

Quinta Marcha
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17052019
Peugeot 2008 2020 deixa o melhor para depois

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SUV compacto ganha novo para-choque e grade, mas o motor 1.6 turbo com câmbio automático só chega no fim do ano

Muitos dizem que o Peugeot 2008 é um carro injustiçado no Brasil. O SUV é um dos menos vendidos do segmento compacto, ainda que tenha alguns atributos interessantes, como dinâmica, lista de equipamentos e o motor 1.6 turbo de 173 cv. Um de seus problemas é que a versão turbo só estava disponível com câmbio manual de seis marchas, tipo de transmissão com pouca procura pelos clientes de SUVs. A opção com câmbio automático finalmente será oferecida, mas não agora.

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A Peugeot apresentou o 2008 reestilizado como linha 2020 nas versões com o motor 1.6 Flex aspirado de 118 cv, opções que estarão disponíveis durante o lançamento. Segundo a empresa, a variante turbo ainda está finalizando o desenvolvimento e o processo de homologação, por isso só estará nas lojas no 2º semestre – pelo que apuramos, chegará entre outubro e novembro. Andamos no crossover reestilizado e tivemos uma prévia de como ficará a variante turbo.

O que é?

Para não esperar mais ainda, o Grupo PSA lançou o 2008 sem a versão turbo, com apenas duas mudanças. A primeira está no visual, que adotando um design diferente da Europa, mais alinhado com os últimos carros da marca, como 3008 e 5008. Tem para-choque exclusivo, que muda o desenho da área dos faróis de neblina, e grade e rodas com novo design. Apenas isso, pois a traseira não teve qualquer alteração e o interior tem apenas novos tecidos nos bancos.

Estará disponível em três versões: Allure, Allure Pack e Griffe, todas com o motor 1.6 Flex de 118 cv e 16,1 kgfm, sempre com o câmbio automático de 6 marchas. É isso aí, nada de variante manual, nem mesmo para o futuro Griffe THP. O motivo, segundo a Peugeot, é que representavam apenas 10% das vendas de todo o mix, o que não justificava mais sua produção.
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A Peugeot espera repetir um pouco do que acontece com o primo Citroën C4 Cactus, surgindo como uma opção mais em conta para o segmento e com bom nível de equipamentos. Traz ar-condicionado, quatro airbags, faróis com guia de luz em LED e luzes diurnas em LED, retrovisores laterais com ajuste elétrico, volante multifuncional, central multimídia com tela de 7” e sistema Android Auto e Apple CarPlay, controle de cruzeiro e mais. E vai adicionando equipamentos nas demais versões, como câmera de ré, rodas de liga leve de 16” diamantadas, seis airbags, ar-condicionado digital de duas zonas, sensor de chuva e de luminosidade, sensor de estacionamento e outros.

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Como anda?

Resumindo em uma frase: exatamente como a versão 2019 pré-reestilização. Como mudou apenas o design do para-choque, o 2008 2020 com motor 1.6 aspirado não teve qualquer mudança dinâmica. O test-drive começou em São Paulo e seguiu até o Haras Tuiuti, uma viagem de 121 km. Enquanto estava na cidade, o 2008 não decepcionou. O motor vai bem com o câmbio no modo econômico, enquanto a dinâmica lembra mais um hatch do que um SUV.

A coisa pegou quando chegamos na estrada. Como os 16,1 kgfm de torque aparecem a elevadas 4.000 rpm, era necessário pisar mais para acordar o motor. A transmissão não sabe lidar tão bem com o 1.6 aspirado, se perdendo um pouco nas retomadas. Ao tentar colocar um pouco mais de velocidade, pisando meio centímetro mais no acelerador, o câmbio reduziu de 6ª para 4ª marcha, para logo em seguida subir de novo para a 5ª, ficar por alguns segundos e voltar para a 6ª. Muitas vezes tive que recorrer ao kick-down (quando pisamos até o fundo do acelerador para fazer a transmissão reduzir) ou às trocas manuais pela alavanca. Colocar no modo Sport diminuiu um pouco essa deficiência, mas não muito.

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Chegando no Haras Tuiuti, foi hora de trocar pelo 2008 1.6 THP. Eram unidades pré-série, não emplacadas, então só pude andar na pista. A Peugeot montou alguns exercícios como slalom e até uma simulação do “teste do alce”, com um desvio súbito feito em alta velocidade. Foi um jeito de aproveitar toda a pista e mostrar bem o comportamento do SUV turbinado.

Embora o contato tenha sido bem breve (três voltas na pista), ficou bem claro que o 2008 Griffe 1.6 THP automático será a melhor versão do crossover. Com 173 cv a 6.000 rpm e 24,5 kgfm de torque a 1.750 rpm, ele tem fôlego de sobra e é o motor ideal para a transmissão automática de 6 marchas. É um conjunto já conhecido, visto em vários modelos da empresa como Citroën C4 Cactus, o antigo Peugeot 308 e outros mais.

É impossível não guiá-lo pensando em como seria em relação ao C4 Cactus, seu primo com a mesma motorização. Nesta primeira volta, o 2008 passou a impressão de ser um pouco menos equilibrado do que o Citroën quando guiado de forma rápida. Embora o C4 Cactus seja mais alto (225 mm de vão livre), ele é mais comprido (4,170 m) e pesa menos (1.214 kg), do que o 2008, que mede 4,159 m, pesa 1.231 kg e tem uma altura em relação ao solo de 200 mm. Nada que vá atrapalhar, pois a diferença dinâmica entre os dois é bem pequena.

A reestilização não resolveu alguns dos problemas do 2008. Como parece muito mais um hatch, também tem o espaço interno de um. Os mais altos ficarão incomodados com a altura do banco, principalmente o do passageiro, que não tem ajuste de elevação. O porta-malas tem capacidade para 355 litros, que é mais do que os 320 litros do C4 Cactus, porém longe dos valores acima de 400 litros do restante do segmento.

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Quanto custa?


Além da nova estratégia da Peugeot para mostrar que tornou-se uma marca melhor, desde o atendimento na hora da compra até o pós-venda, a fabricante ainda quer atrair os clientes com um posicionamento de preços agressivo. A versão Allure 1.6 Flex automática custa R$ 69.990, menos do que os R$ 75.490 cobrados anteriormente. Até mesmo a versão Allure Pack, por R$ 79.990, não representa um aumento grande sobre o modelo anterior. O Griffe 1.6 Flex custa R$ 89.990, ante os R$ 87.490 da versão pré-reestilização.

Faltam só os preços do 2008 1.6 THP. No momento, a fabricante oferece apenas a versão Griffe InConcert by JBL, uma série especial com sistema de som da JBL. Será limitada a 50 unidades, por R$ 99.990 e a entrega acontecerá no 2º semestre, quando a marca iniciará a venda dos modelos 1.6 turbo e dirá quanto irá custar a versão Griffe sem o som especial.

Fotos: divulgação


Ficha Técnica - Peugeot 2008 1.6 AT6


MOTORdianteiro, transversal, 4 cilindros em linha, 16 válvulas, variador de fase no comando de admissão, 1.587 cm³, flex
POTÊNCIA/TORQUE115/118 cv a 5.750 rpm / 16,1 kgfm a 4.000 rpm
TRANSMISSÃOcâmbio automático de 6 marchas, tração dianteira
SUSPENSÃOindependente McPherson na dianteira e eixo de torção na traseira
RODAS E PNEUSliga leve de 16" com pneus 205/60 R16
FREIOSdiscos ventilados na dianteira e tambores na traseira com ABS e EDB
PESO1.212 kg em ordem de marcha
DIMENSÕEScomprimento 4.159 mm, largura 1.739 mm, altura 1.583 mm, entre-eixos 2.542 mm
CAPACIDADEStanque 55 litros; porta-malas 402 litros
PREÇO R$ 69.990 a R$ 89.990
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